domingo, 8 de fevereiro de 2015

Chuva artificial...

Um dos métodos utilizados nas estiagens é o bombardeamento de nuvens ou nucleação artificial (chuva artificial).

A primeira chuva artificial foi provocada em novembro de 1946 pelo engenheiro norte-americano Vicent J. Schafer, funcionário da General Electric.

A técnica consiste em lançar no céu alguma substância que facilite a formação de gotas de chuvas, essa técnica  é conhecida como pulverização ou semeadura de nuvens.

O componente mais usado é o cloreto de sódio, o popular sal de cozinha, em contato com o vapor d'água da nuvem, as partículas de sal atraem minúsculas gotículas, iniciando a criação dos pingos de chuva. "Esse artifício só faz chover em nuvens que já tenham um vapor d'água suficiente, isso quer dizer que ele não produz chuva, no máximo pode acelerar uma", afirma o meteorologista Augusto José Pereira Filho, da Universidade de São Paulo (USP).

Ainda não conseguiram provar a eficácia desse método, e também há outro problema, porque ele pode ser perigoso para o meio ambiente, pois apesar do produto lançado não ser tóxico, mas pode haver modificação climática e trazer resultados imprevisíveis no futuro.

Há outros métodos, usando o iodeto de prata, gelo seco (gás carbônico congelado) e água potável.

Um grupo de brasileiros, desenvolveram uma tecnologia para provocar chuva artificialmente, pode ser a solução para aliviar os períodos de forte seca no semiárido e contribuir no combate da desertificação.

Segundo Ricardo Imai, sócio da Modclima (empresa desenvolveu a técnica), a produção de chuvas artificiais se dá com o lançamento de gotas de água em nuvens que concentram alta umidade, a partir de uma avião bimotor equipado com um tanque de 300 litros de água e um equipamento que controla o tamanho das gotículas dispersadas. O que ocorre é a aceleração de um processo natural.

Uns radares meteorológicos via satélites detecta as nuvens e a partir daí se inicia a operação.

O avião entra nas nuvens cumulus, que concentram alta umidade, e lançam as gotas que "pegam carona" nos ventos ascendentes. Dentro da nuvem, elas se juntam e formam a chuva, que caem em local previamente determinado.
A precipitação ocorre 30 minutos depois do início da operação.

"Passamos horas monitorando o deslocamento das nuvens, para saber se elas vão para a área de interesse e se podem ser semeadas com as gotículas de água. Às vezes, temos que esperar muito tempo" disse Ricardo.

A ONU considerou não poluente  essa técnica desenvolvida por brasileiros pela empresa de São Paulo.

Fonte:
http://g1.globo.com
https://www.google.com.br
http://www.abril.com.br
https://br.yahoo.com
http://pt.wikipedia.org
http://exame.abril.com.br

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